Sono na menopausa: como dormir melhor além de resolver a insônia

por Regina Vasconcelos

Dormir bem na menopausa depende de mais coisa do que só resolver a insônia pontual — envolve temperatura do quarto, rotina antes de deitar, o que você come e bebe à tarde, e até a roupa de cama. Já falei especificamente sobre por que a gente acorda sempre no mesmo horário de madrugada em outro artigo; aqui eu quero tratar do sono de um jeito mais amplo, como um hábito pra reconstruir, não só um sintoma pra apagar.

Levei um tempo pra entender essa diferença. Ficava brava com meu próprio corpo por acordar cansada mesmo “tendo dormido a noite”, sem perceber que o problema não era só quantidade de horas na cama — era qualidade, interrupção, e um quarto que, sem eu perceber, tinha virado quente demais pro meu novo termostato interno.

Mulher dormindo tranquilamente em quarto aconchegante à noite

Temperatura do quarto, o ajuste que mais fez diferença

Os fogachos noturnos, que já expliquei melhor no artigo sobre ondas de calor, ficam bem piores num quarto quente. Baixei o ventilador de teto pra ficar ligado a noite toda — coisa que meu marido reclamou no começo, disse que sentia frio, e a gente resolveu com um edredom mais leve só do lado dele, cada um com o seu. Lençol de algodão fino, longe de tecido sintético que prende calor, também ajudou mais do que eu esperava.

Rotina antes de deitar

Celular fora do quarto — ou pelo menos longe da cama — é um clássico que todo mundo já ouviu e poucos seguem. Eu mesma resisti, porque assistir uma novela gravada na cama virou meu ritual de relaxar. Troquei pra assistir na sala e só levar pro quarto um livro, e a diferença pra pegar no sono mais rápido foi real, mesmo eu achando que não ia fazer diferença nenhuma.

Álcool e cafeína à tarde e à noite também atrapalham — já mencionei isso no artigo sobre alimentação. Não é sobre cortar tudo radicalmente, é sobre entender que aquele cafezinho das seis da tarde tem um custo que talvez não valha a pena.

Mulher aconchegada com manta, ambiente relaxante de sono

Como o sono ruim afeta o resto do dia

Noite mal dormida deixa tudo mais difícil no dia seguinte — a irritação sobe, a paciência cai, a névoa mental piora. Já escrevi sobre ansiedade e irritabilidade e sobre névoa mental como sintomas próprios da menopausa, mas vale reforçar: dormir mal amplifica os dois. Às vezes, cuidar do sono é o ponto de partida que melhora todo o resto, antes mesmo de mexer em qualquer outra coisa.

Perguntas frequentes

Quantas horas de sono são recomendadas na menopausa?
A recomendação geral pra adultos continua entre 7 e 9 horas, mas qualidade importa tanto quanto quantidade nessa fase.

Remédio pra dormir é uma boa solução?
Pode ser necessário em alguns casos, mas deve ser decisão e acompanhamento médico, não escolha por conta própria — muitos têm efeito de dependência ou perdem eficácia com o tempo.

Vale a pena investir em colchão ou travesseiro novo?
Pode ajudar, principalmente se você sente dor ao dormir, mas não é a primeira coisa a mudar — comece pelos hábitos, que custam menos e costumam ter mais impacto.


Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Se a dificuldade para dormir for persistente e afetar seu dia a dia, procure orientação médica.

Foto de Regina Vasconcelos

Escrito por Regina Vasconcelos

Professora aposentada, 53 anos, vivendo a pós-menopausa e escrevendo sobre o que aprendeu no caminho — sem jaleco, com experiência real. Conheça a história completa →