Oi. Eu sou a Regina.
Tenho 53 anos, fui professora por 25 deles, moro no interior de São Paulo com o Carlos (meu marido há 27 anos) e com a Nina, uma vira-lata que aparece mais nas minhas histórias do que ele gostaria.
E eu preciso começar este site com uma confissão: eu achava que entendia tudo sobre menopausa.
Sério. Na minha cabeça, era simples: a menstruação parava, vinham uns calorões, você abanava um leque por uns meses e a vida seguia. Foi o que eu vi minha mãe passar. Foi o que sempre ouvi nas conversas de cozinha. Menopausa era “a fase do calor”. Ponto.
Até que, aos 47 anos, eu comecei a acordar às 3 da manhã. Quase sempre nesse horário — chegava a ser cômico, se não fosse desesperador. Acordava sem motivo nenhum, encharcada, com o coração acelerado, e ficava olhando pro teto até o dia clarear.
Depois veio a irritação. Uma irritação que eu não reconhecia em mim. Briguei com o Carlos por causa de uma louça na pia — uma louça — e cinco minutos depois estava chorando no quarto sem saber explicar por quê. Engordei seis quilos comendo exatamente a mesma comida de sempre. E o pior, pra mim que passei a vida em sala de aula: comecei a esquecer palavras no meio da frase. Na frente da turma. Eu parava, procurava a palavra, e ela simplesmente não vinha.
Eu ainda menstruava. Então menopausa, obviamente, não era.
Achei que era estresse. Depois achei que era depressão. Uma médica chegou a me receitar ansiolítico — e eu tomei, achando que o problema era a minha cabeça.
Foram dois anos assim. Dois anos me sentindo estranha no meu próprio corpo, até que uma ginecologista nova — a Dra. Patrícia, que vocês vão ouvir eu citar por aqui — olhou pros meus exames, ouviu a minha história e disse uma palavra que eu nunca tinha escutado na vida:
Perimenopausa.
Eu saí daquele consultório com uma mistura de alívio e raiva. Alívio porque aquilo tudo tinha nome, tinha causa, tinha caminho. E raiva porque… por que ninguém me contou isso antes? Como é que eu, uma mulher adulta, estudada, professora, cheguei aos 47 anos achando que menopausa era só calorão?
Este site nasceu dessa raiva boa.
O que você vai encontrar aqui
O Guia da Menopausa é o guia que eu queria ter encontrado aos 47. Aqui eu escrevo sobre o que a gente vive nessa fase — os calorões, sim, mas também a insônia, a névoa mental, o peso que muda de lugar, a libido, o humor, tudo aquilo que ninguém junta numa conversa só.
Eu não sou médica, e faço questão de deixar isso claro em cada canto deste site. Sou uma mulher curiosa e teimosa que aprendeu a ler bula, a procurar estudo e a fazer pergunta chata na consulta. Quando eu escrevo sobre um chá, um suplemento ou um tratamento, eu conto o que a ciência diz, o que a Dra. Patrícia me explicou e — quando eu mesma testei — o que funcionou e o que não funcionou comigo. Inclusive o que não funcionou. Principalmente o que não funcionou.
Alguns links aqui do site são de afiliada: se você comprar por eles, eu recebo uma comissão, sem custo nenhum a mais pra você. É assim que o site se mantém. Mas a minha regra é uma só, e ela não tem exceção: eu nunca recomendo o que eu não recomendaria pra minha irmã.
Uma última coisa
Se você chegou aqui se sentindo estranha no seu próprio corpo, achando que é estresse, achando que é a sua cabeça — eu preciso te dizer o que eu queria que alguém tivesse me dito:
Pode não ser. E você não está ficando louca.
Comece pelo guia completo sobre climatério, perimenopausa e menopausa. É o artigo que eu escrevi pensando na Regina de 47 anos, olhando pro teto às 3 da manhã.
Bem-vinda. A gente se entende por aqui.
— Regina
As informações deste site têm caráter informativo e não substituem consulta médica. Converse sempre com a sua ginecologista.