Guia da Menopausa

Por Regina Vasconcelos — atravessando o climatério com você

Eu passei dois anos achando que estava enlouquecendo. Não era isso. Era perimenopausa — e ninguém tinha me contado.

Como esse site nasceu

Eu sou a Regina, tenho 53 anos, e durante muito tempo achei que sabia o que era menopausa. Vi minha mãe passar por isso — ou achei que vi. Na cabeça dela e na minha, era simples: a menstruação para, vem uns calorões, você abana um leque por uns meses e a vida segue. Ponto final, próximo assunto.

Aos 47 anos eu descobri que não sabia nada.

Começou pelo sono. Eu acordava às 3 da manhã — quase sempre nesse horário exato, o que hoje até me faz rir, mas na época era só desesperador — encharcada, coração disparado, encarando o teto até o dia clarear. Eu ainda menstruava, então aquilo não podia ser “a tal menopausa”. Fui procurar outro nome pro que estava sentindo.

Achei um: estresse. Depois achei outro: depressão. Uma médica me receitou ansiolítico e eu tomei, agradecida, achando que finalmente tinha encontrado o problema — que era a minha cabeça.

Só que a lista não parava de crescer. Comecei a brigar por bobagem — lembro exatamente de uma discussão feia com o meu marido por causa de uma louça deixada na pia, e de chorar cinco minutos depois sem entender por quê. Engordei seis quilos sem mudar nada no que comia. E o pior, pra mim que dei aula a vida inteira: comecei a esquecer palavras no meio da frase, na frente da turma. Parava, procurava, e a palavra simplesmente não vinha.

Nenhum desses sintomas, sozinho, gritava “hormônio”. Cada um parecia outra coisa. Foi assim, aos pedaços e sem nexo aparente, que eu passei dois anos me sentindo estranha dentro do meu próprio corpo — até trocar de ginecologista.

A Dra. Patrícia ouviu tudo, olhou meus exames e disse uma palavra que eu nunca tinha escutado antes na vida: perimenopausa. Aquilo tinha nome. Tinha causa. Tinha caminho.

Eu saí do consultório aliviada e, ao mesmo tempo, com uma raiva danada. Como eu, uma mulher adulta, estudada, professora havia 25 anos, cheguei aos 47 anos sem saber disso? Por que essa informação não circula? Por que a gente só ouve falar de “calorão” e mais nada, quando existe um universo inteiro de sintomas que ninguém junta numa conversa só?

O Guia da Menopausa nasceu dessa raiva boa. Não é um site feito por especialista de jaleco branco — é feito por uma mulher que foi descobrindo, sintoma por sintoma, tudo o que a menopausa podia causar, e que decidiu escrever o guia que ela mesma precisava ter encontrado aos 47 anos, ainda perdida, ainda achando que era só estresse.

Por onde você quer começar?

Se você chegou até aqui pesquisando um sintoma esquisito ou simplesmente a palavra “menopausa” no Google, escolha por onde quer entrar:

Se você ainda está tentando entender a diferença entre climatério, perimenopausa e menopausa — e por que ninguém explica isso direito — comece pelo guia completo:


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